|
I
Ai meu porto de toda a hora
Bela senhora do meu bem-querer!
Rosa-dos-ventos, clara madrugada,
Decote de água do entardecer...
Ranger de amarras, regata bravia
Uma alegria que tens no olhar
Janela aberta do meu pensamento
Um barco de vento que me faz sonhar.
Refrão
Cá vai a Horta que canta de novo
E viva a Horta, amante do povo!
Pedra, pintura de felicidade
O mundo inteiro cabe na cidade.
Cá vai a Horta, Marina trigueira
E viva a Horta, a mais marinheira!
Apetecida Semana do Mar
De vela erguida sempre a navegar.
II
Ó minha melhor aguarela
Verdura bela, hortênsia de amor!
És do Faial, a minha ilha amada
De todas outras a mais fina flor!
Horta vaidosa, tens fama e proveito
Curva do peito, pura tentação...
E mais gin e mais uma rodada
Pois é tudo ou nada no meu coração.
Refrão
III
Ai rainha da maresia
Tua baía é universal!
És a partida p’ró largo oceano
Em cada ano mais um festival!
Pãozinho quente a sair do forno
Por ser adorno o mar do teu rosto!
Venha mais vinho, venha mais cerveja
E bendito seja mais um mês de Agosto.
Refrão
Autor da Letra: Victor Rui Ramalho
Bettencourt Dores
Autor da Música: Fernando Manuel Simas Goulart
Intérprete: Teresa Natália Luís
|